Prestador de socorro

Qualidades do prestador de socorro:

  • Bom observador;
  • Destro e prático;
  • Ter “sangue frio”;
  • Simpático e carinhoso;
  • Capacidade de improviso;
  • Tranquilidade e domínio da situação;
  • Fazer apenas aquilo de que está seguro;
  • Evitar situações intempestivas.

 

Decálogo do prestador de socorro

  • O prestador de socorro tem como responsabilidade prioritária, conservar a vida e aliviar o sofrimento, não causando danos e promovendo a qualidade dos gestos de socorro;
  • O prestador de socorro presta serviço num sentido de solidariedade humana, com respeito pela dignidade do próximo sem quaisquer distinções;
  • O prestador de socorro não poderá usar as suas técnicas em qualquer acção nociva ao bem público;
  • O prestador de socorro deverá respeitar e guardar segredo de toda a matéria confidencial de que tiver conhecimento no decorrer das suas acções;
  • O prestador de socorro na sua qualidade de cidadão, cumpre e apoia a lei, tendo ainda a responsabilidade de colaborar no sentido de promover um nível elevado de cuidados.

 

Prestador de socorro – Quem?

Todos nós gostaríamos certamente de ser socorridos, na via pública, em devido tempo, por qualquer pessoa habilitada tecnicamente que presencie a nossa “aflição”. Todos nós deveríamos estar habilitados a prestar primeiros socorros a quem deles necessitasse.

Em Portugal existe legislação que regulamenta o abandono de sinistrados – art.200 do código penal.

Neste sentido defende-se a premissa:

  • Uma pessoa – um socorrista

 

Qualquer pessoa pode aprender a socorrer. Até uma criança pode aprender gestos simples que salvam (DGS, 1999)

 

O prestador de socorro e os seus sentimentos após o acidente:

Muitos prestadores de socorros apresentam como preocupação a ansiedade que desenvolverão no momento de encontrarem uma situação real de um acidente contudo, o organismo humano, com o seu mecanismo natural, produz geralmente respostas adequadas às várias situações sem que alguma vez se imaginasse tal. Trata-se da denominada resposta de luta ou de fuga.

Ao encontrar uma situação que provoque stress o corpo humano responderá automaticamente com a libertação de hormonas como a adrenalina, noradrenalina e cortisol preparando-se para a “luta”. Esta resposta caracteriza-se por respiração profunda e rápida, aumento da fc, aumento do diâmetro das pupilas e mente em estado de alerta.

Depois de socorrer uma vítima, dependendo do tipo de acidente e do resultado o socorrista poderá ficar:

  • Satisfeito e com prazer (sente-se bem consigo mesmo se o socorro prestado foi eficaz e deu resultados);
  • Confuso e com dúvidas (pode questionar as suas acções e pensar que poderia ter feito melhor, essencialmente quando os resultados não foram os melhores);
  • Colérico e triste sobretudo em grandes acidentes.

O socorrista deverá compartilhar os seus sentimentos com um amigo, familiar ou idealmente falando com outro socorrista que tenha estado presente noutros acidentes e que, talvez, tenha já experienciado sentir os mesmos sentimentos.